A empresa Fuga Couros S/A tem como principal ramo de sua atividade os curtumes. Mas a empresa diversificou sua atuação e investe em negócios relacionados ao couro, como agropecuária, frigoríficos e processamento de subprodutos. É por esta última atividade que a empresa participa do Brazilian Renderers (BR), o projeto setorial de reciclagem animal, realizado pela Apex-Brasil em parceria com a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA). A empresa se destaca também pela criação da Fundação Assistencial e Cultural José Fuga, uma entidade que atende a 105 crianças e adolescentes, filhos dos funcionários e da comunidade de Marau, município localizado a 270 quilômetros de Porto Alegre (RS).
 
A Fundação foi criada em 2003, uma iniciativa dos familiares de José Fuga, fundador da empresa, e diretores, e idealizada para dar continuidade aos valores humanitários do empresário que faleceu em setembro de 2001. “José Fuga foi um dos ícones da industrialização do município, onde sua marca maior foi a forma de gestão que cunhou em suas empresas, não se esquecendo de seus funcionários e colaboradores. Seu nome vem associado à imagem de quem sempre esteve solidário à causa social e comunitária”, explica o diretor da empresa, Iedo Claudino Fuga.
 
Localizada no bairro de Constante Fuga, a entidade atende jovens dos 6 aos 14 anos de idade. Mas não atende somente os dependentes de funcionários da Fuga Couros – é aberta à comunidade local sem qualquer custo. No local são realizadas diversas atividades educativas, culturais, sociais e esportivas, como cursos de inglês e informática, canto coral, futsal e ginástica artística. As crianças e adolescentes da comunidade têm à disposição também uma biblioteca localizada na sede da Fundação, que fica ao lado da empresa.
 
Periodicamente, a Fundação oferece curso de capacitação profissional para os jovens maiores de 18 anos, ofertados de acordo com o resultado de uma pesquisa que identifica as necessidades e carências de mão de obra local. Os cursos já oferecidos foram de jardinagem, artesanato, culinária, manejo de equinos, ferrageamento de equinos (ferrar e casquear cavalos), doma racional (amansar o cavalo para monta), entre outros. 
 
Funcionária do escritório da empresa desde 1990, Elaine Rissardo Ferreira tem dois filhos – Raul, 16 anos, e Samuel, 9 anos, que pratica futsal na entidade. O mais velho, que estuda à noite e atualmente faz estágio e trabalha como menor aprendiz durante o dia, aproveitou bem o tempo em que desenvolveu atividades na Fundação, cursando inglês e informática, e praticando futebol. “Sempre fico tranquila quando os meus filhos estão na Fundação porque funciona no bairro e as crianças não precisam se deslocar. Além disso, não pagamos nada e eles podem realizar várias atividades. É bom até para socializar, principalmente o meu mais novo, que é um pouco tímido”, disse.
 
Para Valdecir Iaruseski, funcionário do setor de acabamento desde 1990, a Fundação tem um papel importante para a formação integral de crianças adolescentes e, também, para ocupar o tempo livre deles. “Ao invés das crianças estarem na rua fazendo arte, elas podem se ocupar de alguma coisa no tempo livre”, explica o pai de Gustavo, 9 anos, que pratica futebol três vezes por semana na entidade.
 
“A empresa com certeza sente-se muito gratificada em colaborar com o desenvolvimento social e cultural de crianças, adolescentes e famílias que são atendidas através dos projetos da Fundação. A entidade prima pela continuidade e qualidade das atividades que oferece”, disse a administrador da Fundação, a psicóloga Graziana Ribeiro.
 
Projeto Setorial
 
 
Atualmente 30 empresas participam do Projeto de Promoção de Exportação Brazilian Renderers (de reciclagem animal). Essas empresas exportam para mais de 35 países os resíduos oriundos do aproveitamento de partes não comestíveis de toda a cadeia produtiva das carnes utilizadas na fabricação de produtos de alto valor agregado e está presente em diversos produtos, como sabão, detergente, batom, hidratante, shampoo, composição de esmaltes, pneus, tintas, vernizes, lubrificantes, biodiesel, adubos etc.
 
O grupo Fuga Couros S/A tem 2.850 funcionários e atua em diversos mercados, participando de feiras internacionais na Europa, no extremo Oriente e na América do Norte relacionadas aos seus segmentos. A matriz está localizada em Marau (RS), mas a empresa tem unidades em outros estados.
 
Das18 unidades que compõem o Grupo, oito são unidades processadoras de subprodutos, localizadas em sete estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e Rondônia). Nestas unidades são processados subprodutos gerados por curtumes e frigoríficos, transformando-os em farinha de carne e farinha de sangue para ração animal, e sebo bovino, utilizado na saponificação.
 
O gestor do Brazilian Renderers (BR), Anderson Dib, explica que é fundamental o compromisso das empresas participantes para que o projeto seja bem sucedido. “A empresa Fuga Couros está definitivamente comprometida com o BR e este compromisso não se limita à participação em uma ação específica do projeto, mas sim na participação no processo contínuo das ações do projeto, pois o desempenho de exportação nem sempre são imediatos. Além disso, a imagem da Fuga Couros como exportadora está associada a uma empresa responsável, que oferece produtos de qualidade, o que também traz benefícios para o mercado interno. Isso significa dizer que a empresa estar em sintonia com as tendências atuais”, concluiu.
 
Fonte: APEX-Brasil