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A Faros Indústria de Farinha e Óleos é um grande grupo que tem como única atividade a Reciclagem Animal. Atualmente o Grupo processa resíduos de aves, bovinos e suínos, com capacidade diária de 500 toneladas de farinhas e gorduras de origem animal.
 
Em breve, o Grupo atuará também na região norte do Brasil, processando basicamente resíduos de bovinos. A Faros também é uma grande exportadora de produtos da Reciclagem Animal.
 
O Grupo faz o tratamento de efluentes e também possui biofiltros, que minimizam os odores da produção.  Conheça melhor a empresa com a entrevista realizada pela ABRA com o Sr. Robinson Huyer, sócio do grupo.
 
O Grupo Faros tem se expandido bastante. Com quantas plantas vocês contam hoje?
Robinson Huyer – Atualmente nós contamos com seis de nossas plantas que processam os co-produtos de Origem Animal. Nós temos três plantas no Rio Grande do Sul, a Faros que processa resíduos de bovinos e é a nossa matriz, temos também a Base que processa resíduos de suínos e aves, e temos a Farfri em Garibaldi que só processa aves. Duas em Santa Catarina, Ossotuba em Tubarão e a Cordeiro em Xanxerê no Oeste e nós também estamos em Dourados com a Agroindustrial São Francisco.
 
ABRA – Em breve o Grupo Faros inaugurará mais duas plantas na região Norte do País, conte-nos sobre essas plantas.
Robinson Huyer – A região norte ainda é muito carente de indústrias de Reciclagem Animal. Segundo o I Diagnóstico da Indústria de Reciclagem Animal elaborado pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal – ABRA essa região tem apenas 30 indústrias e um número considerável de abates, no Amazonas, por exemplo, não tem nenhuma planta recicladora e por isso estamos implantando uma no estado. Nessa planta nós faremos a coleta em mercados, açougues, entre outros estabelecimentos que possam descartar essa matéria de forma incorreta, no meio ambiente ou até mesmo nos lixões. A outra unidade, localizada em Cacoal, Rondônia e deverá entrar em operação próxima à virada do ano. As duas vão processar basicamente resíduos de bovinos.
 
Vocês têm outros planos de expansão?
Robinson Huyer – Sim. A Faros já processa produtos de origem animal na linha de suínos, bovinos e aves. Então falta para o Grupo entrar na linha de peixe. Nós já temos o terreno comprado e também a licença para a implantação dessa unidade que será em Pelotas, Rio Grande do Sul.
 
Qual é a relação do Grupo com o meio ambiente? Vocês utilizam alguma tecnologia contra degradação ambiental?
Robinson Huyer – Sim. O meio ambiente para gente é fundamental. Faz parte da Reciclagem, é uma das nossas funções. Até mesmo para as novas plantas a gente procurou usar equipamentos de ponta aqui no Brasil que atendam a todos os padrões de sustentabilidade. Nas outras plantas nós fazemos o tratamento de cheiros, onde todas possuem a instalação de biofiltros. Também tratamos a água utilizada no processo industrial fazendo o tratamento de efluentes.
 
ABRA – O Grupo Faros tem boas relações com o mercado externo. Qual o volume e para quais países o grupo exporta?
Robinson Huyer – Hoje nós exportamos 30 % de toda a produção. Já somos tradicionais em exportar para o Chile, um forte mercado comprador de nossos produtos e exportamos também para a Argentina, Venezuela, para a Ásia, também estamos consolidados com o Vietnã, Bangladesh e a África do Sul.
 
Com os altos preços dos insumos, as farinhas e gorduras de origem animal se mantiveram em um bom preço nesse ano. Qual a perspectiva que o senhor faz do mercado para 2013?
Robinson Huyer – Em razão a disparada no preço da soja, nós tivemos um bom ano, principalmente no segundo semestre e com isso boa saída dos nossos produtos. Tivemos preços nunca vistos antes, porém tudo que sobe, uma hora cai. Para o próximo ano eu não vejo que esses preços terão sustentação. Eles devem abaixar e voltar ao patamar normal. Já no preço dos portos, acho que irá ficar um pouco acima dos preços da nossa indústria de farinhas e gorduras. Acho que no Ano que vem os nossos preços vão ser mais coerentes com os custos.
 
Quais são os desafios que o senhor vê para o setor de Reciclagem Animal?
Robinson Huyer – Eu acho que um grande desafio para o setor é a questão de legislação. Infelizmente, a legislação que abrange os nossos produtos é muito antiga e fora da nossa realidade. A ABRA já busca junto ao órgão competente melhorias na legislação para ela seja atualizada. Além disso, eu considero como desafio também a melhoria nas próprias indústrias. Uma indústria precisa de estrutura, de pessoas competentes e principalmente buscar a qualidade final nos produtos. Hoje quem não tiver o foco de produzir com qualidade está fora do mercado, preço a gente até discute, mas qualidade é a exigência do mercado e é indispensável.
 
Como um dos representantes da ABRA, qual a importância que o senhor vê em ter uma entidade que represente o setor de Reciclagem Animal?
Robinson Huyer – Eu acompanho a ABRA desde a fundação e para nós é fundamental ter uma associação que valoriza o segmento, dá visibilidade, como a ABRA vem fazendo. A entidade é um canal de comunicação com o governo permanente, e a entidade com certeza está de portas abertas para todos os associados e todos aqueles que têm interesse de se associar. A ABRA hoje é uma associação bem estruturada, tem o departamento técnico, de marketing, comunicação, com vários projetos, uma entidade que cresceu bastante em pouco tempo.
 
Fonte: Revista Graxaria Brasileira