Pelas projeções do Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês), na safra de 2018/19 a produção mundial de milho estará superando pela primeira vez a marca do bilhão de toneladas. 

A questão maior é que, pelas mesmas projeções do IGC, um ano antes o consumo mundial atingirá essa marca. Ou seja: se houver qualquer falha (por questões climáticas, por exemplo) na produção prevista, haverá problemas de abastecimento.

Na verdade esse desafio já foi enfrentado no ano passado (e o avicultor brasileiro sofreu seus efeitos na carne). Foi superado pela regularização da safra e por um aumento da ordem de 10%, índice que não deve se repetir no próximo quinquênio, pois a previsão é de uma expansão média de cerca de 1,5% ao ano.

O consumo, porém, tende a um incremento maior, da ordem de 2% ao ano. Assim, o que vai garantir que não haja um desequilíbrio de mercado é o estoque de passagem. Que em 2013 deve ficar em torno dos 152 milhões, permanecer relativamente estável nos próximos anos e chegar a 2018 em um nível menor que o de 2013 – não mais que 151 milhões de toneladas.

As tendências em relação ao Brasil não são muito diferentes, a não ser pelo fato de a produção vir a apresentar índice de incremento ligeiramente maior, da ordem de 3% ao ano.

O consumo tende a evoluir um pouco acima da produção. Mas como as exportações devem se estabilizar, permanecendo na faixa dos 19-20 milhões de toneladas anuais, também os estoques de passagem tendem à estabilização, ficando entre 10 e 11 milhões de toneladas.

Clique aqui para acessar o trabalho recém-lançado pelo IGC apontando as tendências mundiais do milho nos próximos cinco anos.
 

Fonte: Avisite