As exigências da legislação brasileira ambiental levaram as empresas a recorrerem a diferentes soluções para tornarem os processos produtivos menos poluentes. Mediante este cenário, é cada vez maior o investimento em sistemas de tratamento de efluentes, minimizando com isso o descarte e a contaminação do meio ambiente.
 
acordo com a Norma Brasileira (NBR 9800/1987), efluente líquido industrial é o despejo líquido proveniente do estabelecimento industrial, compreendendo emanações de processo ndustrial, águas poluídas de refrigeração, águas poluídas pluviais e esgoto doméstico. Por muito tempo não existiu a preocupação de caracterizar a geração de efluentes líquidos industriais e de avaliar seus impactos no meio ambiente. No entanto, a legislação vigente e a conscientização ambiental fizeram com que muitas indústrias, de diferentes setores da economia, desenvolvessem atividades para quantificar a vazão e determinar a composição dos efluentes industriais.
 
Ao tomar conhecimento da vazão e da composição do efluente industrial é possível determinar as cargas de poluição/contaminação, o que é fundamental para definir o tipo de tratamento a ser realizado, avaliar o enquadramento na legislação ambiental etc. Deste modo, é preciso quantificar e caracterizar os efluentes (que variam com o tipo da indústria, com o período de operação, com a matéria-prima usada, entre outros fatores),para evitar danos ambientais, demandas legais e prejuízos para a imagem da indústria junto à sociedade.
 
Nos anos 70, algumas poucas indústrias brasileiras contavam com Estações de Tratamento de Efluentes (ETE’s). Na década seguinte deflagrou-se um crescente movimento com relação à construção das estações. Já em meados de 90 as exigências passaram a ser maiores, culminando em estações mais complexas, confiáveis e eficientes. Desde então, fabricantes de equipamentos, consultores e prestadores de serviços desta área vêm em busca de constante aprimoramento.
 
A LEGISLAÇÃO SOBRE EFLUENTES
 
No atual ambiente industrial, a cobrança pelo uso da água e pela emissão de efluentes alterou de maneira significativa a gestão de água nas empresas. A chamada Lei das Águas, dos Crimes Ambientais e a resolução do CONAMA* – Conselho Nacional de Meio Ambiente n° 430/2011 – que dispõe sobre condições e padrões de lançamentos de efluentes, complementando e alterando a Resolução n° 357 de 17 de março de 2005 dotaram os órgãos ambientais de novos instrumentos de controle mais eficazes e, consequentemente, mais restritivos à atuação da indústria.
 
A legislação brasileira e as estaduais definem as responsabilidades pelo tratamento de efluentes, bem como o sistema de financiamento do tratamento. Também definem os padrões de qualidade das águas onde os efluentes tratados devem ser lançados.A legislação ambiental é bastante complexa, mesmo aquela somente aplicada à indústria. Trata-se de uma primeira condicionante para um projeto de uma estação de tratamento de efluentes industriais, sendo importante ressaltar que as diferenças das legislações muitas vezes inviabilizam colocar em operação uma estação de tratamento que apresente sucesso em um Estado para outro. Uma ETE pode ser suficiente para atender a legislação de uma região, mas não para atender a todos os limites estabelecidos por outra.
 
Com relação à fiscalização nas empresas, Sergia Oliveira, diretora do Departamento de qualidade Ambiental na Indústria do Ministério do Meio Ambiente, ressalta que de acordo com a LC 140/2011, a fiscalização do licenciamento estadual/município é feito pelo próprio estado/município. Destacando os seguintes artigos e parágrafos:
Art 8º – XIII – exercer o controle e fiscalizar as atividades e empreendimentos cuja atribuição para licenciar ou autorizar, ambientalmente, for cometida aos Estados;
Art 9º – XIII – exercer o controle e fiscalizar as atividades e empreendimentos cuja atribuição para licenciar ou autorizar, ambientalmente, for cometida ao Município;
Verificar o Art. 17 desta lei que determina que:
Compete ao órgão responsável pelo licenciamento ou autorização, conforme o caso, de um empreendimento ou atividade, lavrar auto de infração ambiental e instaurar processo administrativo para a apuração de infrações à legislação ambiental cometidas pelo empreendimento ou atividade licenciada ou autorizada.
§ 1o  Qualquer pessoa legalmente identificada, ao constatar infração ambiental decorrente de empreendimento ou atividade utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores, pode dirigir representação ao órgão a que se refere o caput, para efeito do exercício de seu poder de polícia.
§ 2o  Nos casos de iminência ou ocorrência de degradação da qualidade ambiental, o ente federativo que tiver conhecimento do fato deverá determinar medidas para evitá-la, fazer cessá-la ou mitigá-la, comunicando imediatamente ao órgão competente para as providências cabíveis.
§ 3o  O disposto no caput deste artigo não impede o exercício pelos entes federativos da atribuição comum de fiscalização da conformidade de empreendimentos e atividades efetiva ou potencialmente poluidores ou utilizadores de recursos naturais com a legislação ambiental em vigor, prevalecendo o auto de infração ambiental lavrado por órgão que detenha a atribuição de licenciamento ou autorização a que se refere o caput.
 
Ainda segundo Sergia, o Ministério do Meio Ambiente atua em busca do aprimoramento permanente neste assunto, como pede a dinâmica do tema, que envolve desenvolvimento tecnológico e o conhecimento científico.
AS INÚMERAS OPÇÕES EM EQUIPAMENTOS E SISTEMAS
Utilizadas como solução ao meio ambiente e largamente empregadas na desidratação de lodos industriais, em diversos setores, especialmente para o processamento do lodo proveniente de flotação, as centrífugas decanters da Chibrascenter, denominadas pela empresa como SuperD´Canters são equipamentos que promovem a separação física da fase sólida (lodo seco) da líquida (água clarificada), a partir da aceleração da força da gravidade.
 
A empresa tem um acordo de parceria e representação com a Tomoe, companhia de origem japonesa, fabricante de centrífugas decanters e tridecanters de alta tecnologia e de grande porte, voltadas ao meio ambiente e ao tratamento de efluentes. “Estes equipamentos têm alto rendimento e secagem de lodos superior a qualquer decanter existente hoje no mercado mundial”, destaca Wilson Moreno, diretor comercial da Chibrascenter, que disponibiliza decanters com vazões a partir de 3.000 litros por hora de alimentação. “Destacamos em nossos equipamentos a operação contínua, economia de espaço, mão de obra reduzida e o baixo consumo de condicionantes químicos.
 
 As centrífugas decanters Chibras têm sido submetidas a constantes evoluções tecnológicas a fim de cada vez mais diminuirmos a manutenção, o custo de operação, o espaço requerido etc. Também incorporamos dispositivos eletrônicos que trouxeram maior automação e segurança aos operadores, bem como uma melhor performance de separação”, afirma Moreno.
 
O executivo da Chibrascenter explica que as centrífugas do tipo decantadoras representam hoje uma tendência mundial no tratamento de efluentes e secagem de lodos, frente os sistemas convencionais por filtração, que ocupam muito espaço, necessitam de mão de obra frequente e têm alto consumo de polímero. “O grande objetivo da Chibrascenter é continuar a produzir centrífugas decanters de alta qualidade e performance. Somos conhecidos no mercado pelo forte trabalho de pós-venda e pela garantia assistida comprovada de nossos produtos e serviços, para todas as empresas que nos prestigiam”, enaltece Moreno.
 
As graxarias – que ao realizarem o tratamento correto dos efluentes não apenas contribuem para a preservação ambiental, como também para o seu próprio negócio, já que com essa ação podem recuperar boa parte da carga orgânica rejeitada, como proteínas e gorduras – sempre foram umas das principais áreas de atuação do fabricante Fast. Inicialmente os investimentos eram focados em equipamentos para separação e purificação de óleos, sebos e sangue. Atualmente, além destes equipamentos, os sistemas para tratamento e recuperação dos efluentes se destacam em seu portfólio. “Devido a alta carga de óleos e graxas presentes nas graxarias, o equipamento mais recomendado para o tratamento de efluentes é o Sistema de Flotação por Ar Dissolvido, que pode ser procedido por algum sistema biológico para remoção da carga excedente. Esta tecnologia  é responsável pela remoção de mais de 90% da carga orgânica presente no efluente das graxarias. Trata-se de um sistema físico-químico, com separação dos contaminantes por flotação, que permite através de um outro equipamento chamado tridecanter centrífugo, a recuperação da gordura e da carga sólida presentes no efluente. Este sistema pode tratar desde 1m³/h até mais de 1000m³/h. Outros sistemas, além de ocuparem espaços muito maiores (até 10 vezes mais) apresentam dificuldades para trabalhar com gordura e não permitem a recuperação dos subprodutos”, explica Marius Juliano Farina, diretor da Fast Indústria e Comércio Ltda, acrescentando que as principais tecnologias em tratamento de efluentes têm procedência europeia, no entanto,  são aperfeiçoadas pela equipe da Fast, no Brasil, para adequarse às condições locais. A empresa investe continuamente em seus engenheiros, em pesquisas dentro e fora do Brasil, contando com mestres e doutores especializados na área ambiental.
 
Fornecedor de equipamentos e soluções em engenharia, que têm a finalidade de otimizar os processos industriais na área de tratamento de efluentes,  a  sueca Alfa Laval, que tem fábrica e assistência técnica na cidade de São Paulo, possui uma ampla linha de decanters com capacidade que varia entre 1m3 /h a 150m3/h, além de trocadores de calor e adensadores mecânicos. “A sociedade está cada vez mais consciente da importância do tratamento e destino correto dos resíduos industriais. Empresas que demonstram essa preocupação são reconhecidas e incentivadas.
 
A maior parte delas também busca redução dos custos operacionais e alternativas sustentáveis para utilizar o óleo e lodo gerados nos tratamentos realizados, daí o uso de equipamentos com boa performance e funcionamento  monitorado, que auxiliam na recuperação de energia e na redução de gastos com tratamentos”, analisa Ana Dias, engenheira de vendas da Alfa Laval. Os decanters, bastante utilizados nos frigoríficos, recupera o óleo e reduz a umidade dos sólidos. O volume do lodo é reduzido e assim os custos com transporte e manejo são menores. Por sua vez, estes sólidos podem ser usados como combustível ou fertilizante. A performance do decanter pode ser maior com o prévio aquecimento do lodo, realizado por trocadores de calor. O aumento de temperatura altera a viscosidade e densidade, facilitando a separação.
 
Seguindo as tendências do exigente mercado europeu, sem deixar de atender as necessidades dos clientes locais, a Alfa Laval procura constantemente investir em pesquisa e no desenvolvimento tecnológico com o objetivo de otimizar processos, reduzir custos operacionais e facilitar a manutenção.  Anualmente são lançadas entre 35 a 40 soluções. “Um exemplo em decanters é a nova geração de controlador 2Touch. Com esta tecnologia o ajuste do diferencial de velocidade é automático e desta forma é possível manter a boa performance do decanter, mesmo com variação significativa na carga de sólidos do efluente. Hoje já é possível acompanhar o desempenho do equipamento por meio de gráficos gerados por sensores de vibração e temperatura. Caso seja do interesse do cliente, o supervisor da planta pode receber mensagens sobre o funcionamento do decanter por SMS. Outra novidade é que o manual e a lista de peças podem agora ser encontrados no próprio painel do decanter”,  explica Ana.
 
Outro importante fornecedor de decanters e flotadores, equipamentos utilizados para a recuperação dos efluentes é a Gratt, que atua no mercado há 26 anos em busca de inovações e alta tecnologia, desenvolvendo estudos contínuos de aperfeiçoamento dos equipamentos, tendo como parceria empresas europeias, de quem transfere tendências e tecnologias. “Disponibilizamos equipamentos das mais diversas capacidades e modulares, que se destacam ainda pela alta eficiência na produção com baixo consumo de energia e manutenção. Os flotadores da Gratt conseguem com enorme eficiência recuperar a gordura animal que é perdida durante a limpeza das fábricas. Investimos massivamente nestes tipos de equipamentos, antecipando de forma contínua a fabricação, tendo disponibilidade para a pronta entrega, agilizando desta forma a necessidade emergencial das empresas”, explica Gilmir Pomerening, gerente comercial da Gratt.
 
O gerente afirma que os equipamentos da empresa são fabricados para que a peracionalização seja contínua, automatizada e a manutenção rápida, possibilitando a substituição das peças no próprio local de instalação. “Nossos decanters e flotadores são desenvolvidos de acordo com as características e vazão de cada cliente, sempre visando o custo-benefício, justificando o investimento.”
 
SOLUÇÕES AMBIENTAIS PARA UM CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL
 
O Grupo Alphenz está estruturado em três divisões de negócios: engenharia, indústria e tratamento de efluentes. Segundo a companhia, cada solução ambiental é estudada e analisada estrategicamente para o crescimento sustentável do negócio dos clientes.“A nossa empresa tem como missão integrar serviços e soluções às necessidades ambientais das empresas, provendo crescimento com desenvolvimento sustentável.
 
Oferecemos Estações de Tratamento de Despejos Industriais (ETDI) totalmente automatizadas de baixo custo de aquisição e operacional. As nossas estações não apenas tratam qualquer despejo industrial, como também possuem o sistema de reuso, possibilitando o reaproveitamento da água tratada para fins de lavagens de pátios, sistemas de incêndio, irrigações, descargas, entre outras possibilidades. Com este sistema de reuso, em pouco tempo o valor pago na estação é devolvido ao investidor. O investimento em uma estação da Alphenz é relativamente baixo em relação ao rápido retorno. Uma média de R$ 30.000,00”, observa Danilo Souza, gerente comercial do grupo.
 
Após a aquisição de uma ETDI pelo cliente é realizada a primeira visita dos profissionais da Alphenz, que ocorre assim que é feita a montagem do equipamento, executada pelo próprio cliente mediante o manual de instalação e assistência remota à montagem, proporcionada, segundo a Alphenz, pela facilidade de instalação e caráter de fornecimento tipo plugin, no qual os equipamentos são fornecidos pré-montados, necessitando apenas a interligação realizada conforme manual de instalação. Nesta primeira visita, os técnicos realizam a inspeção da montagem e orientações sobre a correta instalação, bem como é ministrado o treinamento de operação e manutenção da estação, com orientações sobre a composição do sistema, a descrição e etapas do tratamento e os principais cuidados em relação aos requisitos de operação e manutenção, conforme consta no manual.
 
Souza acredita que além da forte preocupação com as questões ambientais, as empresas também analisam como um importante e lucrativo investimento ter sistemas que realizam o aproveitamento de efluentes tratados. “Seguimos a nossa atuação neste mercado com o objetivo de contribuir de maneira considerável e crescente com a preservação ambiental e continuar sendo referência em sistemas de tratamento de despejos industriais, tratamento de esgoto e água”, afirma.
 
GESTÃO ESTRATÉGICA DE ÁGUAS
 
Uma joint venture formada pelos Grupos Solví e Cavo deu origem à Essencis Soluções Ambientais, que fornece soluções de tratamentos de efluentes e de reuso, sendo um integrador de tecnologia, que visa a promoção do desenvolvimento sustentável. A empresa tem como proposta apresentar uma nova abordagem para os serviços de tratamento de efluentes, que denomina de gestão estratégica de águas, construindo parcerias duradouras com os clientes, que classificam as suas dependências de recursos hídricos como críticos, aumentando a competitividade destas companhias, por meio da redução do valor gasto com água com relação ao volume do produto final fabricado. “Diferentemente das empresas atuais, nossos projetos partem da análise do balanço hídrico das fábricas a fim de evitar investimentos desnecessários em sistemas de tratamento e maximizar os resultados financeiros e ambientais de cada projeto. Somos parceiros na co-criação de soluções ambientais desenvolvidas para eliminar desperdícios e produzir com mais eficiência, maximizar o uso de todo o tipo de recurso e matéria-prima, valorizar, reaproveitar e tratar resíduos. Aliada à indústria, a Essencis oferece soluções ambientais integradas  e personalizadas pensando na cadeia produtiva e no ciclo de vida total dos produtos. O nosso produto Gestão Estratégica de Água inclui a terceirização dos projetos implantados em regime BOT (Build, Operate and Transfer). Desta forma, além de assegurar a redução de custos operacionais ao cliente, garantimos também a operação adequada do sistema durante o período do BOT e um treinamento adequado, antes da finalização deste contrato”, enfatiza Enrico Valente Freire gerente de negócio – água.
 
Freire afirma que em virtude da proposta dos serviços oferecidos pela Essencis, as soluções são tidas como um investimento e não simplesmente como uma ação necessária ao atendimento da legislação ou ampliação da sustentabilidade da empresa. “Nossa abordagem garante ganhos financeiros e ambientais aos nossos clientes. Além disso, a sustentabilidade vai além da garantia de um tratamento eficiente, o correto seria ter um bom tratamento e uma melhor gestão da água utilizada no processo. O tratamento vai garantir uma água com melhor qualidade, mas isso não significa que a tenha utilizado do modo mais eficaz. Devemos relacionar a sustentabilidade com os impactos positivos e negativos provocados pelo funcionamento da indústria, daí a abordagem de Gestão Estratégica de Águas, sugerida pela Essencis Engenharia e Consultoria, a nossa unidade de negócios que demonstra o comprometimento do Grupo com o que consideramos o nosso maior cliente: o meio ambiente.”
 
Para o gerente da Essencis, com a evolução da legislação ambiental e da atuação dos aparelhos de controle do Estado, os sistemas de tratamento de efluentes vêm sistematicamente migrando para processos biológicos aeróbicos (lodo ativado ou MBRs), com capacidade para a remoção de nutrientes, especialmente nitrogênio e fósforo. As membranas (processos de ultrafiltração e osmose reversa) em função de sua redução de preço, também têm aumentado sistematicamente sua participação.
 
A Essencis se mantém atualizada, a fim de oferecer equipamentos cada vez mais eficientes e modernos,  por meio da sua área de pesquisa e inovação que interage com diversas universidades no Brasil (USP, UNICAMP e UFRJ) e no mundo, como por exemplo, a Waterloo, no Canadá. “Também desenvolvemos parcerias com empresas estrangeiras e participamos das principais feiras relacionadas ao mercado ambiental.”
 
TECNOLOGIA PARA O MEIO AMBIENTE
 
Especializada em análises ambientais, o laboratório Aplysia atua na prestação de serviços de avaliação ambiental e baseia-se no método de estudos da microbiologia do efluente para avaliar e melhorar a performance das estações de tratamento de efluentes. “Esse processo é de extrema importância, visto que uma queda de eficiência nas ETEs (morte de algumas espécies ou proliferação de bactérias filamentosas – bulking) pode acarretar problemas na concentração de sólidos, na matéria orgânica e turbidez do efluente, fazendo com que a estação não atenda aos padrões de qualidade exigidos pelas normas e legislações. A técnica aplicada pela Aplysia, associada aos parâmetros operacionais, permite diagnosticar as causas dessa queda de desempenho, indicar soluções para os problemas e reduzir os custos operacionais. “Os nossos serviços têm atestados de capacitação que certificam nossa qualidade e o grau de satisfação dos clientes. Além disso, os nossos trabalhos são constantemente submetidos à comunidade científica, o que contribui para a pesquisa de questões ambientais em todo o mundo. Também participamos anualmente de congressos específicos nos EUA, Canadá e Europa, com apresentação de trabalhos técnicos. Ou seja, estamos amplamente capacitados para a completa identificação de todos os micro-organismos que compõem a biomassa de lodos ativados, sendo possível interpretar e avaliar as causas da queda de performance das estações”, explica Giulianna Coutinho, gerente de relacionamento com o mercado da Aplysia.
 
ETE´S COMPACTAS
 
A empresa Fibrav – Fibra de Vidro de Lambari Ltda disponibiliza ao mercado estações de tratamento compactas em fibra de vidro, tipo aeróbias, com opção de pós-tratamento. O supervisor técnico, Jackson de Biaso, afirma que as ETE´s compactas têm o objetivo de tratarem o efluente de maneira eficiente e com o mínimo de operação. “O principal benefício é a eliminação de lagoas (que ocupam grande área e ficam a céu aberto), reduzindo o odor gerado, bem como, a proliferação de moscas e demais insetos. Os nossos equipamentos são modulares, com isso, conforme há o aumento da demanda na empresa é possível instalar novos módulos. São estações de fácil instalação e manutenção, total estanqueidade (não contaminando o lençol freático), leves e de alta durabilidade. Investimos em tecnologia e engenharia a fim de aprimorarmos as nossas estações, desde a matéria-prima utilizada até a automação. Hoje a nossa ETE pode ser 100% automatizada a partir de um centro de controle. Este grau de automação fica a critério do nosso cliente”, observa Biaso.
 
Para o funcionamento perfeito de uma ETE, segundo Biaso, é necessário sempre uma boa operação, para tanto, a Fibrav oferece aos seus clientes treinamentos para os funcionários. De origem norueguesa, a Biowater com atuação no tratamento de efluentes de matadouros e frigoríficos, tem como novidade, estações completas de tratamento biológico, tipo “chave na mão”, mais compactas e, segundo o fabricante, com elevado rendimento, seguindo os padrões ambientais nórdicos.
“Os efluentes de matadouros e frigoríficos possuem elevada carga orgânica poluidora e para a remoção destes poluentes, os tratamentos convencionais passam por três etapas: a remoção de sólidos/partículas, a remoção de óleos e gorduras e, finalmente, o tratamento biológico para a remoção da parcela dissolvida da matéria orgânica poluente. A tendência atual são estações que resultam em alta eficiência, mais compactas, com maior durabilidade, tudo isso aliado ao menor custo operacional.
Nossos sistemas de tratamento são bastante competitivos e imbatíveis quando se trata de reforma, ampliações e up grade das estações”, pontua Rubens Francisco Junior, diretor da Biowater Technologyas.
O executivo acredita que para atingir níveis ainda maiores e melhores no tratamento de efluentes industriais, como dos matadouros e frigoríficos, é preciso que se tenha uma maior exposição do tema na mídia, que haja uma atuação maior por parte dos órgãos de controle de meio ambiente, além da consciência ambiental das próprias indústrias.
 
Fonte: Revista Graxaria – edição 29 / Set-outubro de 2012/ www.editorastilo.com.br