Com um abate de 1,2 milhão de cabeças, a indústria de carne bovina da Argentina alcançou em outubro o nível de atividade mais alto dos últimos 46 meses. Em dez meses de 2013, a produção foi 12% superior ao mesmo período do ano anterior. O dado preocupante é que os abates de fêmeas superou no mês passado 43% do total, uma participação mais alta que o último recorde registrado em 2010, quando os pecuaristas estavam saindo de um processo de liquidação de ventres. Os dados foram publicados no último relatório da Câmara de Indústrias de Carne da República Argentina (Ciccra).
 
“A maior parte do crescimento da atividade setorial se explicou por um aumento maior de abates de fêmeas com relação a machos (67,5% versus 32,5%)”, notificou o relatório. “O ciclo pecuário parece querer entrar em uma nova fase de liquidação de animais, após um quadrimestre no qual se observou com clareza que a fase de retenção de ventres, iniciada na primavera de 2009, tinha chegado a seu fim”.
 
A cadeia de carnes voltou à agenda política na última semana, porque após dois anos de relativa estabilidade, o preço do gado aumentou, disparando assim previsões sobre um aumento do preço varejista nos próximos meses. Esse movimento alavancou denúncias sobre a inatividade oficial frente ao aumento da carne e, ao mesmo tempo, sobre a falta de atualização de preços dos pecuaristas, que supostamente, induziriam a liquidação de ventres.
 
O fato é que a produção de carne bovina alcançou em outubro um nível de 266 mil toneladas de carcaça com osso. No acumulado anual, a produção de carne bovina foi de 2,38 milhões de toneladas.
 
Fonte: lacapital.com.ar, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.