O frango não para de subir de preço nos supermercados de todo o país. No supermercado, a tabela não para do mesmo jeito.
 
“Todos os dias está subindo na tabela e mexendo na tabela, todos os dias vem com um preço novo”, conta um funcionário.
 
O frango resfriado aumentou de R$ 4,29 para quase R$ 5 o quilo. Coxa e sobrecoxa pularam de R$ 5,80 para R$ 7,79, um aumento de 30%.
 
“Subiu bastante”, diz uma consumidora.
 
E frigoríficos já avisaram: até o fim do ano os preços vão subir ainda mais. A culpa é da alta nos preços da soja e do milho, que compõem a ração do frango. O Brasil colheu esses grãos de sobra, mas prefere vender lá fora para faturar mais em um mercado desabastecido. A maior seca em 50 anos derrubou a safra nos Estados Unidos, um dos maiores produtores mundiais.
 
O cenário gerou crise na avicultura e levou um dos maiores frigoríficos do Paraná a entrar com pedido de recuperação judicial. A empresa fechou dois abatedouros, demitiu quase mil empregados e vem atrasando o pagamento aos criadores.
 
“Estou há 120 dias sem receber nenhum centavo da empresa”, diz um criador.
 
Sem dinheiro em caixa, o frigorífico também parou de fornecer ração para as granjas que mantinha em parceria com os produtores. É uma imagem que choca e está se repetindo a todo momento: os frangos buscam os comedouros e não encontram nada.
 
“É esperar ver o que a vida vai mandar, porque aqui frango não vai entrar tão cedo. Vou desistir do negócio”, lamenta
 
Mirian Leitão comenta os reflexos econômicos da seca nos EUA.
 
A quebra de safra nos Estados Unidos é um evento climático e econômico que mexe com a vida de todo mundo. Segundo Mirian Leitão, a seca no país é de proporções históricas.
 
Confira o comentário na Integra: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/videos/t/edicoes/v/miriam-leitao-comenta-os-reflexos-economicos-da-seca-nos-eua/2092020/