O calor excessivo e o clima seco nos Estados Unidos devem renovar as preocupações com a inflação dos alimentos, principalmente da proteína animal, afirmou na sexta-feira (13/7) a agência de ratings Fitch em relatório.
 
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) disse nesta semana que a produção de milho cairia 12% neste mês. Essa queda, num contexto de oferta apertada, está causando preocupações entre os investidores, segundo a Fitch.
 
De acordo com a agência, as condições climáticas desfavoráveis nos estados do chamado cinturão do milho causaram seca e prejudicaram as lavouras no período vital de polinização, que melhora a produtividade. A Fitch prevê que as condições continuem desfavoráveis, pois o índice de umidade da lavoura dos Estados Unidos sugere pouco alívio no curto prazo.
 
Os mais afetados por qualquer alta sustentada do grão devem ser produtores e processadores de frango, carne bovina e suína, disse a agência, pois haverá um aumento dos preços da ração para os animais, o que representa 40% dos custos de produção.
 
Mesmo havendo uma substituição do milho pelo trigo e outros grãos na ração, as empresas de proteína animal continuam sendo as maiores compradoras de milho, o que as torna mais sensíveis a oscilações de preço. Essas empresas já estão operando com margens menores de lucros ante outras empresas de alimentos, o que as obriga a passar uma parte do aumento de preço aos consumidores, segundo a Fitch.
 
A agência acredita que o processo de definição de preços pode se tornar muito difícil porque a taxa de desemprego do país ainda é alta e há desaceleração do crescimento econômico, apesar das condições de oferta apertada e exportações relativamente fortes.
 
Fonte: Scot Consultoria