A corrida eleitoral para 2014 já começou. E com um ingrediente a mais: o agronegócio sendo cortejado pelos prováveis candidatos. Algo inédito.
 
Em recente visita a Mato Grosso do Sul, os produtores locais se negaram a comparecer a encontro com o ex-presidente Lula. Antes de buscar apoio do agronegócio para a reeleição da presidente Dilma, o ex-presidente deveria colaborar para resolver o imbróglio indígena que atinge o Estado e ameaça desestabilizar o País.
 
Por outro lado, em seu recente programa eleitoral, o senador Aécio Neves deu grande destaque ao agronegócio e mostrou as mazelas que o prejudicam, como, por exemplo, a questão da infraestrutura logística, que impacta no preço dos alimentos para o consumidor.
 
Já o governador Eduardo Campos vem cumprindo uma intensa agenda com lideranças do setor. Tanto Aécio quanto Campos já estiveram na Sociedade Rural Brasileira (SRB) apresentando propostas e, principalmente, colhendo informações do agronegócio. Dilma Rousseff já está convidada.
 
O agro finalmente ganha reconhecimento político por causa da sua força econômica. Estava na hora. O setor garante a segurança alimentar do País, com quantidade, qualidade e preço, e gera excedentes exportáveis que sustentam nossa balança comercial.
 
Posto isso, o agro pode ser o fiel da balança nas eleições de 2014. Na anterior, o setor já havia mostrado o “peso” do seu voto. Em 2010, a oposição ganhou em importantes estados produtores agrícolas. Agora, porém, o setor ganhou ainda mais musculatura, fortalecendo sua relevância no processo eleitoral. Para ter o apoio do agro, os candidatos terão de se comprometer com o setor.
Em razão do avanço estrondoso do agro, os votos do setor não virão só do interior, de quem trabalha diretamente na lida do campo. Eles também virão de quem vive nas cidades e demonstra simpatia e respeito pelo setor, ou, ainda, trabalha no universo do agro.
Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo, Economia e Negócios, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.