Médico veterinário pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), Marcelo de Andrade Mota é o novo adido agrícola designado para atuar junto à Embaixada do Brasil em Tóquio, Japão. “Este ano, as relações diplomáticas entre Brasil e Japão celebram 120 anos. A recente designação do adido agrícola, junto à Embaixada do Brasil em Tóquio, é uma conquista do agronegócio brasileiro e mais uma contribuição ao fortalecimento do elo de amizade existente entre as duas nações”, afirmou Mota.

 
Para Marcelo, a edição do decreto de criação da função de adidos agrícolas e a designação de servidores para a atuação em sete representações diplomáticas é fruto do compromisso do Governo Federal e do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Ministério das Relações Exteriores (MRE). “Os adidos buscam atender à necessidade de ampliação e diversificação dos destinos de exportação para os produtos agrícolas nacionais, fator de geração de renda para pequenos e médios produtores e de consolidação da cadeia de produção em seus diversos alcances”, comentou.

 
De acordo com o novo adido, o Brasil tem se destacado no cenário internacional como uma economia dinâmica e em fase de desenvolvimento, dependente da contribuição de recursos externos que deem sustentação a seu crescimento. “O agronegócio é reconhecido como um dos pilares da economia do país, identificando-se, desta forma, uma importante ferramenta de complementaridade na relação bilateral entre Brasil e Japão”, avaliou. 

 
Mercado japonês

 
Segundo Marcelo, o Japão é um país de economia dinâmica, detém o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) nominal e é considerado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) o segundo país mais desenvolvido do mundo.  “Embora a economia japonesa tenha crescido abaixo do ritmo de outros países asiáticos, um pacote de reformas, que pretende revitalizar a economia do país foi anunciado pelo primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe”, ressaltou. “As medidas contemplam a atualização de regulamentos em vários setores, que incluem a agricultura, pretendendo tornar esta atividade mais competitiva nos seus pontos de excelência e menos protecionista”, disse.

 
Marcelo afirmou ainda que a garantia de produção com níveis de qualidade oferecida pelo setor produtivo, associada às garantias de certificação sanitária e fitossanitária, asseguradas pelo Ministério da Agricultura, favoreceram, nos últimos anos, a participação do Brasil em 9,5% do total das importações agrícolas do Japão. “Café, carne de frango in natura, álcool etílico e suco de laranja são exemplos de êxito da presença de produtos agropecuários brasileiros naquele país”, citou.

 
Desde 2012, o governo japonês reconhece o Estado de Santa Catarina como área livre de febre aftosa, sem vacinação. “O mercado japonês de carne suína e de seus derivados é estimado em cerca de 1,8 milhão de toneladas, sendo que 46% foram abastecidos por importações”, disse o adido. “Este reconhecimento é mais uma etapa na evolução do pleito de negociação de um certificado que possibilite exportação de carne bovina brasileira para o Japão. Na área vegetal, o estabelecimento de comércio de frutas cítricas tende à mesma evolução”, finalizou.

 
Experiência

 
Marcelo é mestre em Medicina Veterinária Preventiva, pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), doutor em Epidemiologia das Doenças Infecciosas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e fiscal federal agropecuário desde 2003. No Ministério da Agricultura, exerceu os cargos de coordenador de Sanidade Avícola, na Secretaria de Defesa Agropecuária e coordenador de Assuntos Zoosanitários Internacionais, na Secretaria de Relaçõ es Internacionais do Agronegócio. Além disso, exerceu a chefia do Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional, no aeroporto Governador André Franco Montoro, em São Paulo.
 
Fonte: MAPA