A diretoria da Associação Brasileira de Reciclagem Animal – ABRA esteve em Brasília entre os dias 22 e 23 de agosto para cumprir uma agenda de reuniões com algumas autoridades governamentais. As reuniões fazem parte da Agenda Positiva da associação.
 
No dia 22, o presidente da ABRA, Sr. Clênio Gonçalves e a equipe da entidade estiveram no Departamento de Saúde Animal – DSA do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA para apresentar propostas de melhorias para o setor de Reciclagem Animal.
 
Entre as propostas, foi apresentada uma minuta de revisão da Instrução Normativa n° 19 de 15 de fevereiro de 2002, no tocante ao formulário anexo, artigo 3.2, tabela 1 de classificação de risco de granja reprodutora de suínos, onde o item 8 que rege sobre a ração fornecida aos animais, atribui risco peso “zero” à ração fabricada sem produtos de origem animal e de risco peso “dois” para ração fabricada com farinhas de origem animal.
 
Solicitamos ao MAPA a suspensão dessa penalização aos produtores que por ventura utilizem farinhas de origem animal advindas de estabelecimento sob o Sistema de Inspeção Federal-SIF na composição das dietas destinadas aos seus animais. “Anexamos à nossa proposta mais de vinte referências bibliográficas, que afirmam cientificamente que os produtos de origem animal são considerados seguros e de que apresentam menor risco de transmissão de patógenos, especialmente Salmonella spp, que os demais ingredientes da ração animal”, afirma o Sr. Lucas Cypriano, coordenador técnico da ABRA.
 
O Fiscal Federal Agropecuário da Coordenação Geral de Combate a Doenças do DSA/MAPA, Sr. Carlos Henrique Pizarro, avalia que essa iniciativa da ABRA é de grande importância para a adequação da IN 19. “Esse material que vocês trazem é muito interessante para a revisão da IN. Serve-nos como subsídio para realizarmos as adequações” garantiu.
 
A outra proposta que foi discutida é que seja regulamentada a coleta de animais que morreram no local de produção (granjas e fazendas), pois o Brasil, ao contrário de outros países como EUA, Comunidade Européia, Austrália e Nova Zelândia, é um dos poucos países que não regulamenta essa importante reciclagem. “Temos um projeto piloto, estamos solicitando que a EMBRAPA e o MAPA avalie este piloto e considere como ponto de partida para regulamentação”, diz Sr. Clênio Gonçalves.
 
Já no dia 23, a ABRA esteve na Coordenação Geral de Inspeção – CGI do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal-DIPOA/MAPA em busca da harmonização  da Instrução Normativa n° 34, de 28 de maio de 2008. A proposta é a revisão de alguns pontos essenciais para produção de farinha e gorduras de origem animal “A indústria evoluiu e a legislação precisa acompanhar”, diz Sr. Lucas Cypriano.
 
O Fiscal Federal Agropecuário, Sr. Alexander Dornelles adiantou que a IN 34 passará por uma reavaliação e que a contribuição da ABRA é muito oportuna e importante para o setor e para o Ministério, “precisamos estar sempre evoluindo”, finaliza.
 
No período da tarde a ABRA se reuniu com o Sr. Ênio Marques, secretário da Secretaria de Defesa Agropecuária –  SDA do MAPA para apresentar as propostas citadas acima. O Sr. Ênio Marques também considerou como um grande passo a atitude da ABRA. “Mais uma vez vocês estão saindo na frente e correndo atrás dos interesses do setor”.
 
O presidente da ABRA, Sr. Clênio Gonçalves avaliou as reuniões com o Ministério da Agricultura como essenciais para o setor. “Essas são oportunidades da ABRA mostrar as necessidades do setor, com isso passamos a atuar junto aos órgãos públicos, o que garante à nossas indústrias maior qualidade e credibilidade”.