O presidente executivo da ABRA Decio Coutinho participou de reunião do bloco cinco do Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) aprovou a solicitação do Paraná em antecipar a retirada da vacinação contra febre aftosa para maio de 2019..

Decio esteve reunido  com o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR),  o diretor técnico, o coordenador do programa de febre aftosa e o coordenador de trânsito animal.  Representante da Empresa associada Spironelli, também participou. A estratégia agora é a criação dos corredores para entrada de produtos de fora do Paraná. A ABRA trabalha para garantir que as empresas de reciclagem animal associadas que tenham plantas no Paraná  adotem os corredores.  

De acordo com o calendário do Plano Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), a última etapa de imunização do rebanho bovino e bubalino do bloco 5, grupo que o estado integra, seria apenas em maio de 2020. A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) apresentou as ações realizadas no estado, cumprindo o cronograma e as exigências propostas pelo Ministério. 

Para o presidente executivo da Abra (Associação Brasileira de Reciclagem Animal), Decio Coutinho, esse passo do Paraná é importante não só para o Estado, mas também para a própria continuidade do PNEFA a nível nacional. “O Estado cumpriu todas as etapas do que ele precisava resolver para antecipar o processo de retirada de vacinação contra febre aftosa e fez isso de forma bastante competente”, avalia. “Esse reconhecimento serve com uma belíssima vitrine, demonstra a determinação da área pública e privada da pecuária paranaense. Para o Estado é o recebimento de um troféu, e para o PNEFA eu vejo como um passo fundamental para sua própria continuidade”, acrescenta.

“É uma conquista importante, principalmente para a proteína animal, vai dar um novo estímulo ao agronegócio paranaense, pois sanidade animal não é um item da Adapar, mas de toda a cadeia produtiva”, complementa o diretor-presidente da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), Otamir Cesar Martins. Status dará acesso a novos mercados. A suspensão da vacina contra a febre aftosa no Paraná tem inúmeros desdobramentos positivos para o agronegócio estadual, principalmente para as cadeias de proteína animal. A prova é Santa Catarina, que, com o status de área livre de aftosa sem vacinação, consegue acessar mercados que pagam mais pela carne, como a Coreia do Sul.

 

Fonte – O Paraná

Marcelo Lara – Consultor de Comunicação

26/04/2019