A abertura do México para o mercado de frango brasileiro pode elevar a exportação do País em 4% neste ano, em comparação com as 3,917 milhões de toneladas embarcadas em 2012. Além da carne, os mexicanos pretendem importar material genético, ovos férteis e de consumo. Uma missão visitou plantas brasileiras em junho e sinalizou a possibilidade de abertura de mercado, que deve acontecer em breve.
 
Em entrevista ao Jornal da Pecuária, o diretor de produção e técnico científico da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Ariel Antonio Mendes, falou sobre a importância do mercado mexicano e da genética para as exportações brasileiras.
 
– É um mercado novo, um grande mercado. O México importa quase 700 mil toneladas por ano, basicamente dos Estados Unidos. Agora, com a crise de influenza aviária no país, eles têm que diversificar suas importações. O Brasil estava tentando abrir esse mercado há muitos anos. Para nós, é uma boa notícia.
 
Mendes explica que a genética permite que o Brasil adeque sua produção às exigências de seus compradores, gerando linhagens específicas que priorizam o desenvolvimento de diferentes partes do frango.
 
– O Brasil tem um amplo mix de produtos. De um frango pesado, exportamos o peito desossado para a Europa, a perna desossada para o Japão e a asa e as patas para China. Exportamos tudo do frango. Diferente do nosso maior concorrente, os Estados Unidos, que estão muito focados na exportação de perna inteira. Então, direcionamos bem o mix e a genética nos ajuda nisso. Outro mercado importante é o Oriente Médio, que importa o frango inteiro. A genética ajuda no desenvolvimento mais rápido para obedecer esse tipo de mercado também – pontua o diretor.
 
No primeiro semestre deste ano, as exportações de carne de frango brasileira totalizaram US$ 4,093 bilhões, uma alta de 7,2% na comparação com o mesmo período de 2012. Em volume, houve redução de 4,9%, para 1,89 milhão de toneladas. O preço médio no período ficou em US$ 2.166 a tonelada, crescimento de 12,7%. Já as exportações da avicultura brasileira – considerando embarques de carne de frango, ovos, material genético, ovos férteis, perus, patos e gansos – alcançaram 1,977 milhão de toneladas no primeiro semestre de 2013, resultado 5,7% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Em receita, houve crescimento de 5,5% em igual comparação, com um total de US$ 4,381 bilhões.
 
Fonte:  Rural BR