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Febre aftosa: São Paulo inverte calendário de vacinação

Data:14/05/2018

Mudança foi proposta pelo setor produtivo para evitar perdas gestacionais no rebanho
A primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa começou em maio em todo Brasil. No estado de São Paulo, o calendário da campanha de imunização foi alterado para seguir o plano estratégico do governo federal, que pretende retirar a vacinação do país até 2021.


Nesta primeira etapa, a orientação da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do estado é vacinar todos os animais, independentemente da idade. Na segunda etapa, em novembro, serão imunizados animais de zero a 24 meses de idade. De acordo com a Secretaria de Agricultura paulista, muitos estados já adotavam a inversão do calendário, fazendo com que fosse necessário um acompanhamento maior dos animais que chegavam a São Paulo, que exigia um cronograma diferente de imunização.


Além disso, o setor produtivo solicitou a inversão em virtude de um estado realizado em Mato Grosso do Sul, que demonstrou que vacas que recebiam a vacinação após inseminação artificial tinham uma perda gestacional superior àquelas que não eram vacinadas. “Nós concordamos com a solicitação, a encaminhamos para o Ministérios da Agricultura e, após essa alteração,foi feita regulamentação através de uma resolução do estado”, diz o coordenador do programa estadual de erradicação da febre aftosa, Hugo Riani.


Na etapa inicial, devem ser vacinados cerca de 11 milhões de animais no estado. A Defesa Agropecuária calcula que até o momento 18% do rebanho já foi vacinado. Quem não vacinar o rebanho paga multa que pode chegar até a R$ 130 por animal. Os produtores têm até 7 de junho para declarar a vacinação pelo sistema informatizado. Se vacinar, mas não declarar, também está sujeito a multa, de cerca de R$ 77 por animal, diz Riani.

Aplicação

Para vacinar suas 40 cabeças de gado das raças nelore e cruzamento industrial os irmãos Gobo, de Jundiaí (SP), calculam que vão gastar cerca de R$ 600. Eles acreditam que imunização é importante e não concordam com a retirada total da vacina.

“A febre pode surgir de uma hora para outra e acaba atrapalhando todo nosso trabalho”, diz Romeu Gobo. A dose única seria ideal, de acrodo com Eliseu Gobo. “Não judia tanto do gado, não estressa e economiza um pouco”, diz.

O técnico agropecuário José Elias Feliciano recomenda que a higienização do material de aplicação seja feita sempre com água quente. Já a vacina deve ser mantida no gelo, sob temperatura de 2 a 8oC. A cada dez aplicações, a agulha deve ser trocada, afirma.

“Na hora da aplicação, procurar sempre a tábua do pescoço do animal, que é a melhor região para isso. Logo após a aplicação, é interessante fazer uma massagem espalhando o líquido lá colocado”, diz Feliciano.

Fonte Canal Rural.
 

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